Escolhidos criteriosamente pela Fundação Roberto Marinho, os tutores que atuarão no Multicurso Ensino Médio – Matemática, no Espírito Santo, terão pela frente o desafio de consolidar a formação do projeto em toda rede estadual de ensino médio do estado.
Rogério Ferreira, que foi tutor no Multicurso aplicado em Goiás, conta um pouco sobre a importância da tutoria. Mestre em Matemática e doutor em Educação, ele diz que o tutor é elemento central, pois faz o programa funcionar. “Ele é o contato maior entre a proposta do programa e as pessoas envolvidas, que são principalmente os professores. O tutor é o elo entre a filosofia do programa e os participantes. Então ele é fundamental. Tudo passa pelo tutor. Toda a comunicação é realizada por intermédio dele. Se ele falha, o procedimento pára”, diz o educador.
Segundo Rogério, levar a Matemática para o dia-a-dia dos alunos foi a grande mudança implementada pelo Multicurso: “As escolas de Goiás estavam ensinando a disciplina de uma maneira muito mecânica e artificial. A proposta do programa de contextualizar os conteúdos e trabalhar por competências foi transformadora. Os professores conseguiram ter uma nova visão para trabalhar em sala de aula e isso chegou nos alunos. Fiz visitação em várias escolas e percebia claramente, que, onde o programa era melhor efetivado, isso chegava na sala de aula com bastante força. Começamos a ter experiência com materiais concretos, fato que não acontecia antes ou ocorria apenas pontualmente. Os professores se preocuparam em dar sentido ao que estavam ensinando. O interesse dos alunos aumentou. Eles começaram a curtir e a esperar as aulas, a ter uma proximidade maior com o professor”.
Tomando por base a sua experiência em Goiás, Rogério, que também trabalhará no Multicurso Matemática no Espírito Santo, revela que suas expectativas são as melhores possíveis. “O professor tem pouco espaço para conversar e com o projeto revertemos esse quadro. A expectativa para a implementação no ES é ótima. Por já ter essa experiência e por acreditar no programa e concordar com a sua filosofia de trabalho, sei que vai ser transformador para a educação do Espírito Santo também. Não apenas em Matemática, mas no ensino em geral. Um fenômeno interessante que acontece é que quando se mexe com uma disciplina, você mexe com a estrutura toda da escola. As outras disciplinas acabam sendo tocadas também”, diz entusiasmado.
Dica
O professor Rogério dá um recado importante para os novos educadores que atuarão no Espírito Santo: “Os tutores têm que se entenderem como mediadores e comunicadores ao mesmo tempo. O sucesso do programa vai depender muito da qualidade da mediação deles e da oportunidade de criar comunicação entre toda a rede aprendizagem. Eles têm que assumir esse papel de mobilizadores”.
Como funciona a tutoria?
Cada Grupo de Estudo tem um tutor que o orienta, avalia e acompanha suas atividades, dando suporte necessário para que os trabalhos coletivos e individuais convertam-se em mudanças reais das práticas pedagógicas nas escolas. O tutor também dinamiza e gerencia a rede de pessoas formada pelo Ambiente Virtual do Multicurso e se mantém em capacitação permanente por meio de um Plano Anual de Formação.
Conte sempre com o tutor para:
- Orientar o Grupo de Estudos na elaboração do projeto de formação continuada;
- Ajudar a fortalecer a autonomia e facilitar a aquisição dos conhecimentos e competências que os educadores precisam para inovar na prática de sala de aula;
- Disponibilizar no Ambiente Virtual do Multicurso as atividades que o educador e o seu Grupo de Estudos desenvolveram, promovendo o intercâmbio entre todos os Grupos com que trabalha;
- Fazer visitas amostrais às escolas, observando aulas dos educadores participantes do grupo, realizando reuniões e elaborando relatórios sobre atividades específicas envolvendo os grupos e seus participantes;
- Participar presencialmente com o educador e seu grupo dos Seminários Periódicos.
